A mulher rei


O filme estreou no Brasil em setembro de 2022, tem roteiro de Maria Bello e Dana Stevens com direção de Gina Prince-Bythewood e estrelado por, principalmente, Viola Davis.

A atriz esbanja energia vital no filme que narra a trajetória da general Nanisca uma agojie, as guerreiras mulheres que protegiam o reinado de Daomé na África Ocidental, onde atualmente se situa o Benim, entre os séculos XVII e XIX. Eram à época um dos mais temidos exércitos na região, em um tempo em que os direitos das mulheres estavam em perigo, tornando-se hoje um símbolo de coragem e emancipação. Exatamente Daomé no século XIX dá o tom histórico da narrativa que aponta a posição territorial da África de onde partiram pessoas escravizadas a vários lugares, principalmente, o Brasil. Não à toa, ouve-se a língua portuguesa pela fala de dois escravos comerciantes brasileiros cuja origem era portuguesa.

As agojie também estão presentes na mitologia da Amazonas no Brasil, elas lutavam nuas e viviam em tribos isoladas, sem homens. Eram chamadas pelos índios de icamiabas. Por seus costumes, elas lembravam as lendárias amazonas da mitologia grega, que viviam na Ásia Menor.

Uma leitura já recomendada por aqui é a obra de Ana Maria Gonçalves, Um defeito de cor, que narra em ficção e autoficção toda a trajetória de escravizados vindos de Daomé para o Brasil.

Confira a live no instituto Legus.

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