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Blogue da Roseli

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A obra é uma publicação da editora Darkside books de 2020. É uma edição primorosa, de fato, mas que, no entanto, não condiz com o trabalho de revisão da obra. Em outras palavras, um livro bonito cujas palavras esbarram muitas vezes em um trabalho pouco cuidadoso com a linguagem.

De qualquer forma, à parte esse aparte, nota-se um trabalho delicado na ilustração em torno do termo chuva que se encerra com um adendo para que o leitor possa aprender as várias nuances da palavra em caracteres japoneses. As gotas de chuva perpassam os capítulos o tempo todo. Nem sempre o sentido de chuva se torna compreensível em relação à narrativa da obra, no entanto.

Romance de estreia da autora, se passa no Japão do pós-Segunda Guerra Mundial e gira em torno da jovem Nori, filha de uma nobre japonesa e um soldado negro. Abordando temas como identidade, pertencimento e racismo, a obra retrata as dificuldades enfrentadas pela protagonista que supera os desafios com coragem e perseverança. Abandonada pela mãe, Nori sofre nas mãos de uma avó abusiva e negligente. Por fim, encontra consolo na amizade com um rapaz chamado Akira que a ajuda a descobrir sua identidade e a superar os traumas do passado. Acompanhamos Nori em uma jornada dolorosa e bela, cheia de desafios, lutas e amor. É impossível não sentir a dor e a solidão de Nori, bem como a angústia de sua busca por aceitação e afeto. A obra conquistou muitos leitores e ganhou grande destaque no Goodreads e na Amazon com milhares de resenhas. "Cheio de mistério, lirismo, melancolia e aventura, Palavras que Aprendi com a Chuva passa voando, mas permanece na memória muito tempo depois. Quem já perdeu um amigo — ou teve a sorte de encontrar uma família — vai adorar esta linda história", afirmou Malala Yousafzai, ativista ganhadora do Prêmio Nobel da Paz.

Acompanhe a live no site do Instituto Legus. https://www.youtube.com/c/INSTITUTOLEGUS

 

 
 

A obra foi publicada em 2025 pela editora Estação das Letras e Cores e apresenta uma discussão sobre a ética no seu papel e trave moral contra abusos e riscos; e mostra também o envolvimento da criatividade humana frente ao potencial que se diz criativo da Inteligência Artificial, a IA generativa, que adquiriu a capacidade de gerar discursos, imagens e vídeos como se fosse humana. Assim, no livro, o foco é o confronto que se dá entre IA e arte.

São 14 capítulos densos que mostram a onipresença invisível da IA à criatividade na IA generativa, apontando teoricamente os temas que envolvem a IA e suas atividades práticas, como é o caso do chatgpt.

Basicamente, a obra aponta: Fundamentos da Ciência e Criatividade, Implicações Éticas, O Papel da Supervisão Humana, Criatividade na Era da IA e Desafios e Soluções.

Em essência, o livro busca promover uma reflexão crítica sobre como podemos navegar na era da inteligência artificial, equilibrando a inovação tecnológica com a responsabilidade social e a manutenção do discernimento e da criatividade humanos

Na abertura, a autora reitera pontos sobre a semiótica de Peirce que a levaram a pesquisar a semiótica cognitiva e a IA: semiótica (os fins do pensamento), ética (os fins das ações), estética (os fins dos sentimentos). Quanto à criatividade, mostra que a formação em música, letras, literatura, artes e psicanálise criaram em sua escritura uma segurança para tratar dessa relação, então, da IA, da ética e da criatividade.

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Mais do que comentar uma obra, apontamos a relação de um pai, escritor, Paulo -Edgar Almeida Resende, com seu filho, o editor do original da obra, Paulo Edgar da Rocha Resende. Em que sentido?

Paulo Edgar, filho, debruçou-se sobre manuscritos do pai, Paulo-Edgar, para dar-lhe a forma de um livro concatenado em que pese, segundo palavras desse editor, ‘a árdua tarefa de revisar esta obra só me foi possível uma vez superado o luto’.

Há aqui duas reflexões: a relação intelectual entre pai e filho, e a questão do luto. Diríamos que o luto encontrou no tempo de espera a realização de um último suspiro intelectual do autor que durante sua vida foi professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da PUCSP com ênfase em Relações Internacionais.

Diante do trabalho acadêmico do pai, Paulo Edgar reuniu alguns amigos para compor partes da obra: o prefácio feito por Gilberto M.A. Rodrigues, ex orientando de Paulo-Edgar e hoje também um professor e acadêmico. Para o posfácio trouxe Tullo Vigevani com a mesma profissão, professor de Ciência Política da UNESP.

Segundo Regina Maria A. Fonseca Gadelha, do departamento de economia da PUCSP, é um livro científico e humanista que revê-la a grande erudição pela qual Paulo Resende transita por todas as áreas das ciências sociais. De fina crítica, inician­do-se da antiguidade até a análise dos cenários do pós século XX, desconstrói mitos e consensos. Permite aos leitores refletirem sobre o funcionamento das sociedades modernas, des­cons­truindo a teoria da guerra preventiva, demonstrando o entre lançamento dos direitos humanos em complexa interdependência com os múltiplos racismos presentes, inclusive na formação da América Latina. A escrita apresenta-se alicerçada em um olhar de realismo otimista, ato de fé em relação às ações da humanidade. Não um otimismo vazio, mas crítico sempre e, às vezes, irônico. Este livro, mais do que atual, apresenta-se como leitura indispensável não só para pesquisadores e alunos, mas também para um público de maior espectro aquele que se compraz na leitura mais aprofundada do campo expandido das agendas políticas contemporâneas e no universo das ciências políticas e sociais.

O resultado é uma obra de fôlego para a área e, mais do que isso, uma homenagem póstuma. A obra foi publicada em 2025 pela Editora Insular.

Pesa aqui, reiteramos, o reconhecimento filial sobre a obra paterna. Esse é o foco de apresentarmos o livro a leitores especializados no tema.

Acompanhe a live no site do Instituto Legus. https://www.youtube.com/c/INSTITUTOLEGUS

 
 
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