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Blogue da Roseli

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A publicação da obra é da editora Estação das Letras e Cores (2022) e traz artigos dos escritores Heloísa Prates Pereira, José Luiz Aidar Prado e Vinicius Prates. A obra perpassa 10 anos de política e redes sociais inclusive apontando uma ‘linha do tempo’ com os principais fatos que atravessaram a década de 2010 a 2020.

São sete capítulos em que os autores se dividem a apresentar as modificações do modo de fazer política e que representam as pesquisas do Grupo 1 Dia, 7 Dias do programa de estudos pós-graduados em Comunicação e Semiótica, da PUC de São Paulo. Polarização, Covi19, fake news são temas, entre outros, que marcaram esses 10 anos.

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Manoel Soares é escritor, jornalista e ativista. Nessa obra, elabora um diálogo com o leitor para a compreensão de práticas antirracistas. Ironicamente pode parecer intransigência do autor para com as pessoas brancas dirigir um livro especificamente para elas. No entanto, o diálogo franco aponta ocasiões que nos fazem refletir sobre a necessidade do debate e para que possamos entender que muitas ações não são expressões de ‘mimimi’. São dores que afetam seres humanos. Algumas perguntas que Manoel faz na obra já foram feitas por Djamila Ribeiro em seu Manual Antirracista já comentado pelo Cultura em Foco. Assim, voltamos ao olhar para: você teve um professor negro? Quantos negros há no seu espaço de trabalho? Você conhece pessoas negras em cargos políticos, no poder? E assim segue o autor para que pensemos sobre o assunto. Justamente, a obra publicada em 2022 pela editora AGIR tem um design interessante. Há páginas brancas e páginas pretas, elas se mesclam e se separam em momentos explicativos como ‘Identidade Racial’. O diálogo então é entremeado pelo bate-papo e pela teoria. É preciso aprender.

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Conciliar o fato de estar no feminino, de acompanhar a vida familiar e ter um trabalho exitoso não é das mais fáceis tarefas para as mulheres do século 21. Chegar ao período da chamada menopausa em que alguns sintomas como as ondas de calor e distúrbios no sono podem atrapalhar o dia a dia transforma todas as atividades em dissabores porque além dos sintomas físicos aparecem muitas vezes explosões psíquicas diversas como alteração da voz, irritações sociais e inaceitabilidade das vivências dos que estão próximos.

Em duas séries, disponíveis pela Netflix, Intimidade e Borgen, para além de agruras políticas, vemos duas mulheres atravessando percalços para manter esses três elementos em razoável harmonia. Intimidade estreou em junho de 2022 (Espanha) e tem direção de Jorge Torregrossa, Ben Gutteridge, Koldo Almandoz, Marta Font Pascual, com criação de Verónica Fernández e Laura Sarmiento. A narrativa da 1ª. temporada se passa em Bilbao, uma cidade portuária industrial no norte de Espanha, rodeada de montanhas verdes. É a verdadeira capital do País Basco, com o centro repleto de arranha-céus. A língua oficial é o Espanhol, mas em Bilbao fala-se o basco também. Em Intimidade, vê-se questões relacionadas às mulheres por conta de vazamento de vídeos íntimos, pessoais. De certa forma, eis o conflito que indica a figura pública feminina como desligada das questões sexuais. São quatro mulheres que se entrecruzam com uma figura central, a candidata política que vê sua carreira ameaçada por conta da divulgação de um vídeo íntimo. Semelhante ação atinge também uma mulher na 4ª. temporada de Borgen (Dinamarca, 2021, direção de Per Fly) que estreou em junho de 2022. Não se trata de vídeo íntimo, mas de a vida íntima da Ministra das Relações Exteriores (que já fora Primeira - Ministra) da Dinamarca por conta do relacionamento ativista do filho dela o que, muitas vezes, contrapõe-se aos interesses políticos do país em sua relação com a Groenlândia e a descoberta de petróleo nesse país. Como conciliar a vida íntima, a política e as estratégias ambientais defendidas pelos países do Ártico? Nesse caso, ainda, a síncope que a atinge com a chegada da menopausa. Menopausa que perpassa também o trabalho da chefe de jornalismo de um dos mais importantes jornais da Dinamarca. Em suma, as redes sociais também se somam a todas as questões enfrentadas pelas mulheres em suas relações com a família e com o trabalho.


VÍDEO: A mulher, a família, o trabalho e as redes sociais

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