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  • Foto do escritorRoseli

AUTISMO


A professora da USP, Maria Cristina Kupfer, criou uma narrativa literária para narrar de forma fictícia a vida de Arthur, um autista. A psicanalista coloca muito bem no posfácio da obra que Arthur reúne as várias características que a autora reconheceu em autistas que ela conheceu e dos atendimentos que fez sobre vários casos de autismo.

A obra foi publicada em 2020 pelo Editora Escuta. Trata-se de um belíssimo trabalho literário de retomada histórica em um lugarejo francês do século XIX. A personagem Marguerite, dona aristocrática de uma linda propriedade, recolhe em sua casa o menino Arthur, autista. A narrativa é acompanhada pelas fases de desenvolvimento do garoto e de suas interlocuções interpretativas que envolvem um outro personagem, o Monsenhor Olivier. Por meio dele, Marguerite passa a entender um pouco mais as questões vividas por Arthur.

Trata-se de uma obra de metalinguagem já que os relatos de Marguerite e os de Arthur somam-se ao posfácio, mas também aos manuscritos de ambos que são relatados a uma psicanalista, F.D., uma indicação para Françoise Dolto que, também, escreve uma carta em 1941 explicando seu entendimento sobre o caso.

Essas leituras sobre o caso, e a romantização proposta por Kupfer, colocam-nos diante de uma obra literária que encanta e permite uma prazerosa leitura em uma colcha de retalhos.

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