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Blogue da Roseli

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  • Foto do escritorRoseli

A maternidade está na ordem dos discursos do século 21. Não que não houvesse discussão antes a respeito, mas considerar sublime fato de ser mãe, pensar que todas as mulheres querem ou obrigam-se a ser mãe, exige vários olhares em função da mudança de estrutura familiar de nossos tempos. O fato é que há mulheres buscando a maternidade sem a companhia de um companheiro ou de um pai que a acompanhe nesse processo. Por outro lado, o núcleo familiar vai muito além da maternidade feminina e de um par ‘marido-mulher’. Os casais vêm de diferentes gêneros e mesmo essas diferenças não implicam necessariamente que eles queiram a maternidade, que queiram uma criança, deles ou adotada.

Sobremaneira, o cinema recente abordou a temática em dois brilhantes filmes: A filha perdida (2021), de Maggie Gyllenhaal, e Madres Paralelas (2021), de Pedro Almodóvar.

A filha perdida está baseado no romance homônimo de Elena Ferrante, pseudônimo de uma romancista italiana cuja verdadeira identidade é desconhecida do público. No filme, a protagonista está em férias quando vê chegar uma família barulhenta e imensa o que contrasta com suas intransigências na busca da solidão e paz para seus estudos em Literatura Comparada. O clima esquenta com o desaparecimento de uma menina da família. Logo encontrada, a narrativa se volta para outro desaparecimento, a boneca da menina. Uma serie de sentimentos começam a aparecer relacionando a maternidade da mãe da menina à infelicidade maternal da professora.

Madres Paralelas volta-se à questão da maternidade desejada e indesejada que assola duas personagens, uma mulher por volta de 40 anos ainda sem filhos, e desejante de tê-los, e uma adolescente em meio a descobertas ainda de sua vida. Ambas ficaram grávidas por acaso. O resultado é uma leitura do momento contemporâneo em meio a DNA e buscas tanto da origem dessas crianças quanto dos corpos de desaparecidos na ditadura espanhola.

Link para o trailer do filme: https://www.youtube.com/watch?v=50cJUKw9RU8


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A folia está no auge na segunda-feira. As escolas e blocos desfilaram e o momento é de espera para saber quem venceu o campeonato...Não neste 28 de fevereiro de 2022! As aglomerações estão em crise por conta do advento de nova cepa do coronavírus COVID19. Os foliões estarão em casa revendo imagens de passados carnavais. Ou, quem sabe, apreciarão a arte no carnaval como a do quadro “Luzes do Impressionismo”, de Isac Vieira que retrata em cores vivas e contornos esmaecidos um flash carnavalesco. Esse grande artista plástico pernambucano merece um pulo do nosso olhar. Contemporâneo de traços impressionistas. Viva o Carnaval na tela!

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O impressionismo foi um movimento que surgiu na pintura francesa do século XIX, época da chamada Belle Époque ou Bela Época em português. O nome do movimento é derivado da obra "Impressão: nascer do sol", de Claude Monet, pintor francês (1890-1926). Essa famosa pintura impressionista, realizada em1872, nasceu em Le Havre, porto francês representado na obra, com uma cerrada névoa sobre o estaleiro, os barcos e as chaminés no fundo da composição. Percebe-se o registro das tonalidades das cores que a luz do sol produz em determinados momentos; figuras sem contornos nítidos; sombras luminosas e coloridas; misturas das tintas diretamente na tela com pequenas pinceladas. Assim como o Surrealismo e o Cubismo, o Impressionismo também se liga à aurora da Psicanálise.


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