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Blogue da Roseli

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Dizem que caprinos estão muito afeitos às coisas terrenas. Isso deve parte da ideia àqueles que precisam se agarrar à natureza para não despencarem montanhas abaixo. Vale dizer que sonhar estaria longe daqueles que seguem esse padrão justamente porque qualquer deslize e a vida correria perigo.

Agarrar-se ao trabalho, às conquistas, às buscas de mais e mais, a ser melhor em todas as áreas corresponde a um processo obsessivo. Isso já não é mais sobre caprinos, mas sobre pessoas obstinadas a um processo frequente de crescimento. Até certo ponto, isso é normal dentro de uma sociedade competitiva como a contemporânea.

Mas manter os pés no chão compulsivamente pode causar sofrimento ou levar a comportamentos repetitivos como lavar frequente as mãos, sofrer demasiadamente com a ansiedade a ponto de desenvolver sintomas indesejáveis, estar preso ao inexorável.

Se o nível de exigência cresce em demasia, aparece o TOC Transtorno Obsessivo Compulsivo. Nesse caso, o melhor é relaxar vendo uma excelente comédia sobre o tema:

"Toc Toc". Trata-se de uma comédia espanhola do diretor Vicente Villanueva, de 2017.

Permita-se rir e soltar-se do chão.

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Falar do negro na sociedade brasileira remete ao entendimento sobre as questões da racialidade, da etnia, em função da biologia e da cultura, ou seja, trata-se de desconhecer o papel da antropologia quando aponta que é exatamente pela cultura que discussões aparecem. Em outras palavras, nada na biologia aponta para as diferenças que segregam o negro.

Em Racismo Estrutural, Sílvio Almeida comenta que o racismo não é algo que poucas pessoas ou instituições optaram por praticar, mas uma característica dos sistemas sociais, econômicos e políticos em que todos nós existimos.

A própria estrutura da língua portuguesa desconsidera culturalmente os ensinamentos da antropóloga Lélia Gonzalez em suas considerações sobre o ‘pretuguês’ naquilo que a autora considerou como um lugar em que se insere o Brasil: a ‘Améfrica Ladina’.

Entre colorismo, branqueamento, transição capilar, acompanhamos desdobramentos desse racismo estrutural que ora se esconde, ora se coloca criticamente como a pensar sobre o nosso ‘lugar de fala’ para combater essa estrutura com atitudes não apenas de não sermos racistas, mas de empreendermos a fala do antirracismo como nos diz Djamila Ribeiro.

É um momento de pensarmos na existência de quilombolas e na manutenção das cotas raciais que passarão por validações. É passada a hora de pensarmos na dor e sofrimento causados pelo racismo como já apontava o psiquiatra Fanon décadas atrás no século XX.

É necessário reiterar que a cultura brasileira não é branca. E, por isso, caminhamos com Lélia Gonzalez e dizemos com ela: ‘o lixo vai falar’.

O Dia Nacional da Consciência Negra acontece em 20 de novembro, no Brasil. Criado em 2003 e incluído no calendário escolar, foi oficialmente instituído nacionalmente pela lei nº 12 519, de 10 de novembro de 2011. A data aponta para a morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes negros do Brasil, em 1965. Também em novembro, no dia 18, há o dia do combate nacional ao racismo. Espero vocês!!

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Literalmente estamos falando de coisas públicas no uso da expressão ‘res publica’. De maneira geral, ser uma república implica ter responsabilidades em nome do povo. Um tipo de governo de um país com poderes constituídos a partir da decisão de cidadãos ou representantes. É, por outro lado, um oposto à monarquia que, como o próprio nome diz, volta-se a um governo em que o monarca exerce poder político.

Necessário apontar que na República os cidadãos podem exercer um direito relevante que é poder votar para escolher seus representantes. Isso não é pouca coisa. E, por isso mesmo, a arte na figura do pintor Benedito Calixto em 1893 revela a Proclamação da República colocando em destaque as figuras de civis. Essa pintura a óleo pode ser apreciada na Pinacoteca em São Paulo.

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