As malditas, de Camila Sosa Villada
- Roseli

- 22 de dez.
- 1 min de leitura

A obra tem publicação pela editora Companhia das Letras de 2019. O destaque dessa edição é a primorosa e excelente tradução do escritor Joca Reines Terron. A autora é argentina e pela obra ganhou vários prêmios.
Essa obra nos faz retornar ao romance Neca, de Amara Moira, já comentado aqui no Cultura em Foco. Aqui a obra evidencia temas como inclusão, maternidade, questões da parentalidade entre outras.
Inspirando-se em vivências reais, Camila Sosa Villada narra nesse livro a busca de sua personagem por pertencimento desde a infância no interior, quando sonhava em despertar "convertida na mulher que quero ser".O pai bêbado e violento a adverte de que terminará morta jogada em uma vala. Ao chegar a Córdoba para estudar, conhece as trabalhadoras sexuais do parque Sarmiento e descobre que ser travesti, apesar de todo ódio e fúria, também pode ser uma festa. E é aí que insistem em lhe dizer o óbvio: "Você tem o direito de ser feliz".A narradora conta sua história -- e a de diversas outras figuras inesquecíveis - com uma prosa de vigor quase milagroso, mesclando a crueza dos fatos com os encantos da imaginação, casando a violência da palavra exata com o alento da poesia. Romance de estreia de Camila Sosa Villada, responsável por transformá-la em uma verdadeira estrela literária, As malditas é uma peça poderosa de sonho, dor e, sobretudo, resistência.
Acompanhe a live no site do Instituto Legus. https://www.youtube.com/c/INSTITUTOLEGUS




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