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PINOCCHIO, de Guilherme del Toro


Nada melhor para começar o novo ano com uma belíssima criação em stop motion feita pelo cineasta Guilherme Del Toro. Para lembrar, Del Toro é conhecido por brilhantes obras cinematográficas. Ele é mexicano de Guadalajara, mas vive em Los Angeles, e é muito lembrado por seu filme O labirinto do fauno (2006).

Quanto ao seu Pinocchio, trata-se de um trabalho de muitos anos, uns dez anos para que chegasse às telas, no momento disponível pela Netflix, aliás, foi quem adquiriu o filme.

Por que tanto tempo e tanto trabalho?

Pinocchio estreou finalmente em 2022 e vinha sendo trabalhado desde 2008. Mas fazer um filme em stop motionrealmente é um grande ato laboral, trata-se de um nome em inglês, ou quadro-a-quadro, é uma técnica de animação muito usada com recursos de uma máquina fotográfica ou de um computador. Utilizam-se modelos reais em diversos materiais, sendo os mais comuns a madeira de árvore que tenha troncos e a massa de modelar. São necessárias inúmeras fotos para compor os quadros da cena. Tudo isso movimenta muitas pessoas.

Nada fácil considerando o gigante resultado de animação de Pinocchio. Na Netflix também é possível assistir ao make in of da obra.

Não é difícil perguntar por que tanto esforço para realizar uma obra bastante conhecida do grande público. Para além do como (stop motion), a obra de Del Toro busca a essência do livro As aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi. Nesse sentido, o filme é profundo na temática já conhecida da rejeição sofrida por um filho. Afinal, sabemos, Gepeto em sua dor profunda de ter perdido seu único filho em um ataque de fúria fabrica um boneco de madeira. Os dissabores de Gepeto com seu novo filho, Pinóquio, passam por etapas conhecidas dos contos de fada, mas vão além em busca de momentos históricos como a guerra, a ascensão do facismo, entre outros. E, muito importante, que a ideia de mensagem do filme seja a aceitação do outro. Do outro como ele é.

Confira a Live no canal do Youtube do Instituto Legus.

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