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Blogue da Roseli

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Em primeiro de maio, comemora-se o Dia do Trabalho. A escolha coube como forma de homenagem aos operários e a uma greve ocorrida na cidade de Chicago (EUA) no ano de 1886. A data foi marcada pela reunião de milhares de trabalhadores que reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.

De fato, o trabalho aliado ao capitalismo selvagem virou um bom negócio quando as regras e leis trabalhistas são esquecidas como em casos de trabalho infantil, trabalho escravo, por exemplo. Infelizmente, ainda, uma realidade em grande parte do mundo.

Não à toa, a palavra trabalho vem do latim tripalium, termo utilizado para designar instrumento de tortura ou, mais precisamente, instrumento feito de três paus aguçados, algumas vezes ainda munidos de pontas de ferro nas quais agricultores bateriam o trigo, as espigas de milho, o linho, para rasgá-los e esfiapá-los.

Se ao instrumento de tortura colocamos o aliado negócio, estranhamente, acompanhamos o extremo do trabalho. Ao ócio, sua negação. Em suma, ter um negócio, estar em algum negócio, significa abrir mão do descanso, do prazer. Daí a expressão escravo do negócio, escravo do trabalho. Um workaholic, literalmente.

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Dizem que o mês de maio é o preferido das noivas. Talvez porque nestes trópicos é um tempo ameno de outono e o clima facilita o uso de modelos extravagantes e que tornaria difícil o movimento se o verão fosse o escolhido. Segundo ritos cristãos, o mês é dedicado à Maria e a toda iconicidade que isso representa mesmo em pleno século 21. Também é maio o mês da divindade Maia e a predileção pelas flores, mesmo sem que a primavera estivesse no ar, ao menos deste lado do mundo. E, enfim, pesar de todos os pesares, parece que os casamentos ocorrem mesmo em meses de férias escolares, julho e dezembro. Essa é a prática observada.

Falar em noivas e casamentos, aponta para um elemento indispensável da roupa, o véu. Há várias possibilidades para entender o uso desse adereço. Assim como o vestido, ele também é branco o que indicaria o caráter de pureza daquela que o coloca sobre a cabeça e, muitas vezes, cobrindo todo o rosto. O véu foi sinal de nobreza e lembra a deusa oriental do amor, Ishtar.

Uma das mais interessantes ideias do uso do véu remonta ao mito de Eros e Psiqué. A noiva chega ao casamento usando algo que a cega perante Eros, o deus do Amor. Metaforicamente, ao levar ao rosto de Eros a luz que faria Psiqué vê-lo, descobrirá a beleza desse amor e, ao mesmo tempo, a ira que se levanta da parte de Eros ao acordar. De certa forma, à noiva não lhe é dada essa visão. Ela virá ao descobrir, como no poema de Fernando Pessoa, que ela, Psiqué, é também ele, Eros. Mas haverá uma longa travessia até essa sabedoria, o casamento.

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Em março de 2022, Diários virou uma minissérie disponível pela Netflix e dirigida por Andrew Rossi. Há em especial depoimentos de muitos artistas que conviveram com Warhol durante seu período de atividade artística dos anos 60 aos 80. Muito interessante é ouvirmos a voz de Andy reproduzida por inteligência artificial o que dá um certo ar nostálgico à minissérie.


No cultura em Foco deste mês.

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